quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Don't talk at all, show me!

Um fato: Ontem fui a uma das lojas da Americanas e pela falta de disciplina acabei saindo com dois DVDs: My Fair Lady e The Dark Knight.
Uma confissão: Eu já tinha o DVD de My Fair Lady.
Uma explicação: O DVD de My Fair Lady que eu comprei na Video e Som enquanto estava no Rio de Janeiro no ano passado não tinha nenhum extra, e eu, aficionada por cinema, gosto de aproveitar os extras tanto quanto o filme em si. Re-assisto o filme com os comentários de diretores/produtores/atores, os documentários, bastidores, tudo. E o DVD que eu comprei ontem tinha tudo isso e estava tão barato que eu sabia que me arrependeria se não comprasse.
Uma troca: Ofereci a uma amiga, também aficionada por cinema, que ela trocasse o DVD dela de The Graduate pelo meu de My Fair Lady e ela aceitou.

Então está aí a prova de que eu não sou doente.
Mas não era bem isso que eu queria dividir com vocês...

Dentre os extras do meu novo DVD de My Fair Lady, eis que vêm o vídeo com áudio original de Wouldn’t It Be Loverly e Show Me.
Não dá pra reverter o passado, mas acho importante mostrar que embora Audrey Hepburn realmente não possuísse capacidade vocal, havia muito mais sentimento em sua versão simplória das músicas do que em qualquer versão da Marni Nixon. Mas visto que ela passaria vergonha em I Could Have Danced All Night, talvez Jack Warner não tenha errado tanto ao decidir dublar a voz de Audrey.
O triste é admitir que os meus ouvidos se acostumaram a voz de Julie defendendo a trilha sonora. Mas enfim, eis os vídeos:






terça-feira, 24 de novembro de 2009

Era uma vez...

Fujo do tópico de cinema mais uma vez só pra falar de Julie Andrews (que surpresa, hein? - NOT).

Aos grandes desinformados, esta linda soprano  cuja voz de quatro oitavas já alcançou notas musicais que somente cachorros podiam escutar - experimente escutá-la cantando Polonaise de Mignon aos 12 anos, ou Danúbio Azul, aos 15 - passou por um procedimento cirúrgico nas cordas vocais em 1997, e graças a incompetência dos profissionais, perdeu a flexibilidade das mesmas.

 A situação obviamente levou a um  "lindo" processo jurídico que terminou em acordo, com JA faturando aproximadamente 30 milhões de dólares. Fortunas e comentários aparte, nada seria consolo suficiente para quem tinha a voz como um dos seus principais instrumentos de trabalho.

Corta para 12 anos depois, em 2009.

Ao retornar de uma noite não tão feliz, e com o espírito mais que depressivo pra casa, encontro dentre as várias notícias pelo cyberspace, a de que Julie Andrews pretende retornar aos palcos em um concerto no ano de 2010.
Agora aguenta coração!

A boa-nova foi transmitida pelo site Times Online, que informa que o concerto deverá acontecer em 08 de Maio de 2010, na O2 Arena, em Londres.  Maurice Whitaker, o produtor do show, disse que haverão quatro a cinco solos os quais Julie deverá apresentar, além de duetos com outros cantores.

Existem obviamente alguns obstáculos a serem vencidos, o principal sendo as  suas limitações vocais, que são muitas. Mas quatro oitavas ou não, deve-se lembrar de que Julie Andrews é, acima de tudo, extremamente profissional. E como o próprio artigo diz, lendas do calão de Julie já são raras de se encontrar, e ela é uma das últimas de sua geração, então este será um evento que valerá a pena conferir.

Agora vou assistir Butterfield Eight (Disque Butterfield 08) com a maravilhosa Elizabeth Taylor  na vã tentativa de achar uma distração... Sei que começará uma longa temporada de meses agonizando sobre o assunto e desejando encarar uma realidade diferente da minha. Sorte daqueles que poderão viver pra contar histórias desse glorioso dia!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vamos falar de cinema?

Para ser bem franca, já disse que sou um fracasso como cinéfila, não disse? E gosto de fingir que entendo de Oscar-buzz, mas no fundo não entendo nada. Oscar-buzz para mim equivale a uma prova de múltipla escolha: eu tenho que saber do assunto, pois se eu depender do "chute", serei um fracasso. De qualquer forma, segue abaixo a lista de filmes lançados em 2009/2010, dentro e fora dos padrões de “Oscar-Winning-movies”, os quais eu tenho maior interesse em assistir – sem ordem específica de preferência. (A lista, é claro, está sujeita a alterações posteriores).

 Julie & Julia – Direção: Nora Ephron


Com a data de lançamento no Brasil prevista para a próxima semana, dia 29 de Novembro, o filme intercala a vida de duas mulheres que, apesar de separadas pelo tempo e pelo espaço, estão ambas perdidas... até descobrirem que com a combinação certa de paixão, coragem e manteiga, tudo é possível.
Com Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci.




The Lovely Bones – Direção: Peter Jackson
(Trailer Oficial)
O filme, cuja temática gira em torno de uma jovem menina assassinada aos catorze anos de idade, e que assiste a vida de sua família, assim como a de seu assassino – de um plano superior, é uma adaptação do livro de mesmo título.
Na história, cabe a ela, Susie Salmon, decidir entre a sua própria sede de vingança e o verdadeiro desejo de ver sua família seguir em frente.

O elenco:  Saoirse Ronan no papel de Susie Salmon; Rachel Weisz, como Abigail Salmon; Mark Walhberg, como Jack Salmon; Susan Sarandon como Grandma Lynn; Stanley Tucci, como George Harvey.

Uma confissão: Este foi o meu primeiro livro lido na íntegra na língua inglesa. Eu tinha 14 anos e estava a cursar o último ano do ICBEU; e na época, sendo extrema admiradora de Courteney Cox, sonhava com a adaptação da história, onde a atriz interpretaria a personagem de Rachel Weisz.

It's Complicated – Direção: Nancy Meyers

Jane é uma mãe de três filhos que tem uma relação amigável com o seu ex-marido, Jake, após dez anos da separação. A convivência entre eles acaba se tornando um romance, sendo que Jake, no momento, está comprometido com uma moça. Agora, Jane vive um dilema, já que se tornou a amante de seu antigo marido.
Elenco: Zoe Kazan, Alec Baldwin, Steve Martin, Hunter Parrish, Meryl Streep, John Krasinski, Lake Bell 



A Single Man – Direção: Tom Ford
A história é centrada na vida de um professor inglês que após a morte de seu parceiro, tenta retomar o seu cotidiano em Los Angeles, estrelando Colin Firth, Julianne Moore e Ginnifer Goodwin.


The Last Station – Direção: Michael Hoffman
(Clip 01)
Nos turbulentos últimos anos de sua vida, Leo Tolstoi se vê dividido entre sua doutrina da pobreza e da castidade e a realidade de sua enorme riqueza, seus 13 filhos e uma vida de hedonismo. Ele decide sair de casa em uma viagem, mas seu estado de saúde precário o impede de seguir adiante, fazendo-o acreditar que está morrendo sozinho. Com Christopher plummer, James McAvoy, Helen Mirren, Paul Giamatti.


Chéri – Direção: Stephen Frear
(Trailer Oficial)
O filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. Madame Peloux planeja secretamente um casamento entre Chéri e Edmée, filha de outra rica cortesã, Marie Laure. Enquanto o inevitável momento de separação se aproxima, Léa e Chéri tentam se acostumar com a idéia, mas a vida de prazer e alegria dos dois é mais profunda do que eles imaginavam.


Leap Year - Direção: Anand Tucker
Mulher ansiosa (Amy Adams) viaja para Dublin para pedir o namorado em casamento, no dia 29 de fevereiro de um ano bissexto. Segundo a tradição irlandesa, nesta data, o homem é obrigado a aceitar o pedido de casamento. Mas quando o tempo arruína sua viagem, ela precisa da ajuda de um grosseiro dono de hospedaria para iniciar uma inesperada travessia no país e fazer o pedido perfeito.


Nine – Direção: Rob Marshall
(Trailer Oficial)
Com roteiro escrito por Michael Tolkin e Anthony Minghella, inspirado no filme autobiográfico de Federico Fellini 8 ½, a narrativa é sobre um diretor de cinema, que é perseguido por todas as mulheres de sua vida, da amante à sua falecida mãe, enquanto tenta fazer um novo filme.
Elenco: Daniel Day-Lewis; Marion Cotillard; Judi Dench Nicole Kidman Kate Hudson; Penelope Cruz; Sophia Loren.


The Imaginarium of Doctor Parnassus - Direção: Terry Gilliam
O filme segue o líder de uma trupe de teatro itinerante que, tendo feito um pacto com o diabo, conduz o público através de um espelho mágico que explora suas imaginações. Christopher Plummer, Tom Waits e Heath Ledger participam do filme, embora a morte de Ledger, que havia filmado cerca de um terço de suas cenas à época, fez com que a produção fosse suspensa temporariamente. Para encarnar o personagem de Ledger foram escalados Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que dão vida a Tony à medida que ele viaja por um mundo de sonhos.


Shutter Island – Direção: Martin Scorsese
(Link Oficial)
Um terror psicológico, cujo enredo do filme gira em torno de uma assassina que foge e desaparece de um hospital psiquiátrico. A ilha de Shutter Island, onde se localiza o hospital, se torna o maior pesadelo dos agentes federais que investigam o caso.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams.


Alice in Wonderland – Direção: Tim Burton
(Trailer Oficial)
Ao seguir um coelho branco, uma garota chamada Alice cai em um buraco que a leva para o País das Maravilhas, um lugar povoado por seres mágicos e dominado pela Rainha de Copas.
Elenco: Johnny depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Christopher Lee, Alan Rickman, Michael Sheen, Stephen fry, Mia Wasikowska.

Crazy Heart - Direção: Scott Cooper
Decadente cantor de country alcoólatra vê a chance de retomar sua carreira e melhorar sua vida quando começa a se relacionar com uma repórter.
Elenco: Jeff Bridges, Maggie Gyllenhaal, Colin Farrell and Robert Duvall



E por fim, os guilty pleasures, que eu não deveria acrescentar, mas irei porque sou humana:

Fantastic Mr. Fox – Direção: Wes Anderson (Trailer Oficial)

Uma família de raposas é ameaçada por três fazendeiros que querem dar um fim nos animais, já que eles sempre roubam suas galinhas, patos e perus.
Elenco: Owen Wilson, Bill Murray, Michael Gambon, George Clooney, Meryl Streep, Jason Schwartzman 





Tooth Fairy – Direção: Michael Lembeck
O jogador de hockey Derek Thompson é chamado de Tooth Fairy (Fada do Dente) em função de sua habilidade de quebrar os dentes dos adversários. Quando o protagonista desencoraja uma jovem promessa, Derek é obrigado a trabalhar como uma verdadeira fada do dente durante uma semana, com direito a asas, varinha mágica e a saia. Durante a experiência, ele descobre os seus sonhos perdidos.
Elenco: Ashley Judd, Dwayne Johnson, Julie Andrews (!!!!!), Billy Crystal, Chase Ellison

*Sinopses tiradas do Cinema Em Cena.

Para mais sugestões, por favor deixem o nome do(s) filme(s) nos comentários.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

os fins justificam os meios.

Hoje tive a oportunidade de escutar algumas palavras que apesar de não terem sido direcionadas a mim causaram momentos de reflexão.

Ao adentrar a vida universitária, a muito contragosto de cursar Arquitetura e Urbanismo e não Jornalismo, como eu pretendia inicialmente, descobri que “apesar dos pesares” não gostaria de me contentar em ser "mais uma" no mercado de trabalho. Mas é demasiadamente fácil se deparar com inúmeras pessoas que adotam este pensamento como ideologia, e que infelizmente não a cumprem.

Eu tinha feito esta resolução comigo mesma de que independente do que eu fosse fazer, eu deveria fazê-lo oferecendo o melhor de mim, não porque procuro um destaque acadêmico por egocentrismo e por questões de auto-afirmação, mas afim de saber que os fins justificam os meios; que os meus esforços dão algum tipo de fruto mais à frente, sejam estes recompensantes ou não.

Não sei dizer se existe boa ou má arquitetura; só sei que a verdadeira arquitetura parte da relação entre o espaço e o Homem, que funciona uma em detrimento da outra. Se esta relação entre os sentidos intelectuais ou psicológicos e a construção desaparece ou falha, o que nos resta é uma arquitetura cujos conceitos estéticos cairão simplesmente num contexto "bom" ou "ruim".

Não quero me prostituir, tampouco quero fazer parte desta mediocridade. Se falta a receita de bolo para fugir à regra, sobra o instinto para me guiar na jornada que é me tornar uma verdadeira arquiteta.

Espero algum dia obter sucesso.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

It only takes a moment to be loved a whole life long.

mbora odeie confessar, sou terrívelmente romântica e não posso evitar:

Nos últimos anos de vida de minha avó, vi o carinho e companheirismo que ela e meu avô nutriam um pelo outro. Era amor, sem sombra de dúvidas - um amor de velhos e bons amigos, mas era amor mesmo assim. Bem, meus avós viveram 60 anos juntos, então longevidade marital não é exatamente uma novidade para mim...

Hoje Julie Andrews e seu marido, diretor Blake Edwards, comemoram 40 anos de matrimônio. A novidade aqui, como eu já falei, não está na longevidade do matrimônio, mas na capacidade de ainda conseguir enxergar o amor (romântico), a adoração e comprometimento que um tem em relação ao outro até hoje.

Acredito que o lema de outro casal a quem eu admiro se aplica a eles: “A deal is a deal”. Isto que dizer que é necessário ter o esforço e pagar qualquer preço para que este negócio seja um duradouro e de bons frutos, afinal de contas, vida a dois não é só La vie em rose.

Então fica aqui minha homenagem ao casal:

"It's been lovely working with Blake. And, of course, I get to sleep with the boss." - Julie Andrews

I think that we have a greater understanding of each other and a lot more tolerance now. The secret is for both people to want the marriage to work and I think that's true with us. 

We are both getting better at communication and we were both married before and have learnt from the sense of sadness and sense of failure we had when those relationships broke up." - Julie Andrews

"It seemed dumb not to admit we were in love," Blake recalls. Julie,
newly divorced, was scared. "I kept telling him it wasn't going to work," she says. 



 
 "Julie has great compassion for people in trouble," he says, "but she won't let me cop out when I'm complaining about Hollywood. She just says, 'Bullshit, Blackie, all you have to do is make a hit.' - Blake Edwards


“I have a sense of humour, but at times I can get very uptight and arrogant. when I get like this, Julie just looks at my with those big eyes, that I see a little smile break out at the corner of her mouth, and what can I do but laugh? Then I see the funny side of the situation.” - Blake Edwards.

"Well, it all started one night when I went to a party [...] I hadn't met Julie yet, and at this party, there was a discussion about people who suddenly were catapulted into stardom and the reasons for it. When Julie's name was mentioned, I said something that leveled the whole room, and the next day, I got a call from Joan Crawford, who hadn't been at the party-and whom I'd never met-telling me it was the funniest line she'd ever heard. People had been conjecturing on and on about what made Julie successful, and at just the right moment, I said, "I can tell you exactly what it is. She has lilacs for pubic hair." After the laughter subsided, Stan Kamen, an agent with William Morris, said, "With your luck, you'll wind up marrying her." And with my luck, I did!" - Blake Edwards

"The beautiful English broad with the incomparable soprano, and promiscuous vocabulary, thanks you." - Blake Edwards se referindo a Julie durante o seu discurso de agradecimento pelo Oscar Honorário dado a ele em 2003

Como um band-aid.

Como um band-aid sendo rapidamente arrancado, minha semana caótica veio ao fim com a apresentação do seminário sobre o arquiteto Sérgio Bernardes que, sob uma visão mais abrangente da coisa, foi rápido, prático e (quase) indolor.

Às vezes até me iludo em acreditar que sou eficiente. Foi uma verdadeira maratona, mas consegui chegar relativamente cedo na faculdade com tudo pronto - embasamento teórico, folders, banner e slides - e o conteúdo fervilhando na massa cefálica.
 
Realidade seja dita - embora a nossa apresentação, minha e de minha amiga, pudesse ter sido melhor preparada pra que tudo saísse impecavelmente, estou aliviada de não ter mais preocupações nas próximas duas semanas, até começar a estudar para o provão final, dia 15 de Dezembro.

Depois disso, serão lindas e formosas férias, as quais podem apostar que dentro de um prazo de duas semanas, eu estarei reclamando.

 Agora vou atualizar a lista de filmes que tenho de assistir...  
Lugar no Coração (Places in the Heart, 1984) e Sabrina (Sabrina, 1954) hoje, no TCM.
Sábado tem Mandela (Mandela, 1987), no telecine Cult e Holocausto (Holocaust, 1978), no TCM.
Domingo tem Gente como a Gente (Ordinary People), no telecine Cult e Ao Mestre com Carinho (To Sir, With Love 1967), no TCM.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Um toque de realidade...

Quando a realidade bate na porta e toma o nosso tempo, é triste... A boa notícia é que logo, logo apareço com meus amores e vícios por aqui para dar o ar de minha graça.

Até breve, queridos.